Senhoria, bonitinha, és um doce de mulher. Tão amável, tão afável, Luanda você é. Senhoria pequenina, és essência do prazer. Tão risonha, mas tristonha, és parte do meu ser. Diga o que você quer, minha vida te darei, qual é são as suas ordens? És minha lei. Tu és senhora de mim, meu amor e derreter, que por fim eu seja logo o senhor do teu querer! Senhoria essa carta é um clamor do coração, minhas lágrimas e alma, contigo já estão, pois, te entreguei naquele dia no meio do vendaval, que é a vida sem um amor, sem um fanal.
Tenho-me deitado e a voz daquilo em que consisto não me deixa dormir. Sou convidado a uma imersão ao centro de mim, não em busca da razão de ser, mas para se armar e tentar lidar com o que sou. Não estou a tentar afirmar nada! Não é mais urgente fazer comprovações sobre mim, seja para eu mesmo ou para os outros.
Onde está agora, todo teu amor? Por onde passeia? Desde que meus bens o vento levou. Por onde vaguei aquela paixão? E o que eu farei agora com o que sobrou? Para quem tu destes outras juras de amor? Tanta amargura numa casa vazia e minha carne nua, despida de amor. Que assim aínda, te desejo como um troco, que encontres alguém com algum vintém para me vingar do teu dissabor.
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